IDR-Paraná realiza ações para alavancar a cultura de búfalos no Paraná

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Criadores Búfalos PR
divulgação

Carnes mais magras e leite mais nutritivo. Estamos falando da bubalinocultura (cultura de búfalos) que conta com um rebanho de 35 mil animais no Paraná, concentrados majoritariamente no Vale do Ribeira. Para desenvolver essa cadeia produtiva, o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado (Seab), promoveu em Itaperuçu o III Encontro Regional de Produtores de Búfalo do Vale do Ribeira. O evento, realizado em 03 de dezembro, reuniu 126 produtores de búfalo da região e também teve o apoio da prefeitura do município e da
Associação dos Produtores de Leite de Búfala de Campo Largo e Vale do Ribeira (AproleVale).

Esse evento faz parte das ações que o IDR-Paraná vem movimentando no sentido de atender à demanda dos produtores e trabalhar quatro eixos essenciais para a bubalinocultura: sanidade, nutrição, genética e comercialização. “Ao trabalharem esses quatro eixos junto ao Instituto, a rentabilidade para os produtores de búfalo deve crescer 50% até o final de 2026,” estima Juliano de Lima Souza, assessor regional de extensão
do IDR-Paraná, que coordenou o Encontro. Ele conta que o primeiro eixo começou a ser tratado em novembro, quando veterinários do IDR-Paraná iniciaram os exames de brucelose e tuberculose nos rebanhos, uma exigência do mercado de lacticínios.

De acordo com Juliano, cerca de 70% do rebanho de búfalos do Paraná está localizado nos sete municípios do Vale do Ribeira. “A realidade da atividade ainda é de baixo investimento, pouca tecnologia, baixa produtividade de leite e carne, e controle sanitário que ainda precisa de ajustes”, observa.

Vantagens da bubalinocultura – Para Juliano, a bubalinocultura se destaca pela rusticidade dos animais – que se adaptam bem a diferentes terrenos e são mais resistentes a doenças – e pela produção de carne e leite de alto valor agregado. “A carne de búfalo é considerada uma proteína nobre e com baixo teor de gordura, e o leite de búfala é mais nutritivo e mais digestivo do que o leite de vaca, sendo matéria-prima para queijos de alto valor, como a muçarela de búfala”, explica.

O produtor Wellington Vinícius Paris, de Itaperuçu, trocou o gado Nelore por búfalo e diz satisfeito com a escolha. “Eu não imaginava que um bufálo, pelo seu porte tão avantajado, fosse uma espécie mais dócil do que os bovinos, mas de fato é. Além disso, a produção de leite é maior do que em relação ao leite de vaca, então resolvemos investir nisso”, conta ele.

Wellington tem um rebanho de 50 búfalos em Itaperuçu. O evento do IDR-Paraná, voltado à bubalinocultura, é o primeiro do qual participa e ele expressa se sentir satisfeito por estar aprendendo bastante sobre o assunto. “No encontro foram abordados temas como boas práticas, pastagens, sustentabilidade e rede de contatos, entre outros. E apesar do Encontro ser anual, o IDR-Paraná sempre está acompanhando de perto os
produtores”, destaca.

Dados recentes – Conforme informações do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a bubalinocultura contribuiu com R$ 39,1 milhões para o Valor Bruto da Produção (VBP) do Paraná, em 2024. Desses valores, R$ 27,9 milhões vieram da comercialização de bubalinos de corte, e R$ 11,2 milhões do leite de búfala.

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