Curitiba debate acesso público a dados para compra e venda de imóveis

PUBLICIDADE

SECOVI-PR
Crédito: Divulgação

Na última segunda-feira (27), o SECOVI-PR reuniu representantes do mercado imobiliário, poder público e sociedade civil para discutir uma mudança que promete transformar como compradores e vendedores negociam imóveis em Curitiba: a transparência dos dados do cadastro imobiliário municipal.

O projeto, em discussão na Câmara Municipal, visa proporcionar acesso às informações reais sobre transações realizadas na cidade, valores praticados e características dos imóveis negociados. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre já adotaram sistemas similares. Lá, qualquer pessoa pode acessar informações sobre valores de compra e venda, bases de cálculo de IPTU e ITBI, entre outros dados que ajudam a entender o mercado imobiliário local.

A vereadora Indiara Barbosa, autora do projeto de lei e auditora contábil de formação, trouxe sua experiência em transparência e fiscalização para a proposta. “Trabalhei anos com auditoria, então a transparência é um valor muito forte para mim. Curitiba já avançou com portais de transparência em obras públicas, saúde e educação. Agora é a vez do setor imobiliário”, explicou durante o evento.

O presidente do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (SECOVI-PR), Ricardo Hirodi Toyofuku, enfatizou que a transparência de dados é fundamental para a competitividade do mercado curitibano. “Estamos alinhando Curitiba às melhores práticas nacionais. Cidades que abriram seus dados imobiliários experimentaram maior previsibilidade de mercado, atração de investimentos e segurança jurídica nas transações. É um movimento sem volta e essencial para o desenvolvimento econômico da capital.”

Entenda os benefícios

Na prática, a abertura de dados traz benefícios concretos para todos os envolvidos. Quem está comprando ganha mais segurança para avaliar se o preço está justo, pode comparar valores praticados na região e reduz o risco de pagar acima do mercado. Já quem vende conquista melhor embasamento para precificar o imóvel, argumentos concretos nas negociações e a certeza de valorizar adequadamente seu patrimônio.

Para a cidade como um todo, os ganhos vão além: desenvolvimento urbano mais planejado, subsídios importantes para discussões estratégicas como o novo Plano Diretor e maior previsibilidade e organização do mercado.

João Melhado, diretor de Relações Institucionais da Loft, especialista em soluções para imobiliárias, ressaltou a importância dessa união de esforços: “É fantástica a união das entidades, incentivando a transparência na cidade e proporcionando um ambiente de desenvolvimento econômico-social baseado em dados”.

Próximos passos

Segundo a vereadora Indiara Barbosa, o projeto já está em tramitação na Câmara Municipal e as conversas com a Prefeitura têm sido positivas. O projeto já passou por análise nas comissões da Câmara e, aguarda para ser pautado e votado em dois turnos no plenário. Após aprovação, será encaminhado ao prefeito para sanção. Todo o processo, incluindo a adaptação dos sistemas municipais, pode levar de três a seis meses.

A expectativa é que a implementação seja gradual, permitindo que a Prefeitura adapte seus sistemas de forma adequada, assim como ocorreu com outros projetos de transparência já aprovados na cidade, como o portal de obras públicas.

A iniciativa se soma a outros projetos de transparência já em andamento em Curitiba, como o acompanhamento de obras públicas, filas da saúde e informações sobre educação, consolidando uma cultura de acesso à informação que beneficia toda a população.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima