Improviso, bom humor e amigos nas ruas: essa é a receita certa para formar uma troça carnavalesca. Em Olinda, esse tipo de agremiação nasce das situações mais simples do cotidiano.

É da conversa na calçada, da piada repetida todo ano e, às vezes, até de um pé de pitomba. Tudo isso, claro, sem esquecer do frevo.
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“O bloco foi criado por um grupo de amigos que se encontrava num determinado ponto dos quatro cantos de Olinda, um bar chamado Senado. Tomava-se a birita, jogava-se sinuca e atrás dessa casa tinha um pé de pitomba. Eles resolveram quebrar os galhos e sair balançando pelas ruas de Olinda”.
Hermes Neto é presidente da troça Pitombeira dos Quatro Cantos, uma das mais tradicionais do Carnaval de Olinda, fundada em 1947. E assim como a Pitombeira, o nome das troças revela o tom da brincadeira. Quem explica é Luiz Inácio, historiador do Museu Paço do Frevo:
“A troça, como o nome já diz, do verbo “troçar” em espanhol, simboliza riso, tirar onda, fazer graça. Os nomes das troças geralmente são mais risonhos, são mais de brincadeira. E elas são mais informais”.
E se engana quem pensa que troça, bloco e clube são a mesma coisa. As diferenças aparecem até no horário das apresentações.
“Uma distinção que também existe de troças é a questão do horário. Costumeiramente, as troças saíam durante o dia, reuniam amigos que frequentavam o mesmo bar ou familiares. Já os clubes, por essa pompa e circunstância que eles tinham — saíam com alas, diretoria, roupas padronizadas — geralmente saíam à noite, nesse carnaval um pouco mais chique”.
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E para resumir em uma palavra, o Carnaval de Pernambuco é diversidade. As troças são mais uma entre tantas manifestações culturais que mostram por que o estado é conhecido como o país do Carnaval.
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