As leis de incentivo ao cinema no Brasil, vem estimulando a produção de conteúdos audiovisuais independentes, oferecendo incentivos fiscais para empresas e pessoas que tenham o propósito de investir em filmes, séries e demais conteúdos culturais. Seu objetivo é facilitar a realização de ideias que raramente seriam financiadas, desta forma fortalecendo e promovendo a cultura e identidade do país.
Na segunda-feira (08), a academia brasileira de cinema divulgou os filmes finalistas para representar o Brasil no Oscar 2026. De acordo com Vanessa Pires, CEO da Brada, startup para buscar investimento de incentivo em impacto positivo, as leis de incentivo não são apenas financiamentos, mas também ferramentas que conectam talentos e oportunidades “esse modelo de financiamento não apenas fortalece a indústria, mas também amplia o alcance de produções diversificadas, enriquecendo a experiência do público”.
Confira quais as leis de incentivo por trás desses títulos:
- O AGENTE SECRETO
O longa dirigido e roteirizado por Kleber Mendonça Filho, e protagonizado por Wagner Moura, contou com o financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que integra a Lei do Audiovisual, que é fundamental para o financiamento do setor, contribuindo com retornos tanto culturais quanto econômicos.
- MANAS
O vencedor do Prêmio Especial do Júri, protagonizado por Jamille Correia, também contou com incentivos da Lei do Audiovisual, que fortaleceu a produção cinematográfica brasileira, através de incentivos fiscais
- KASA BRANCA
A trama baseada em fatos reais, dirigida e roteirizada por Luciano Vidigal, foi financiada pela Lei Rouanet. Embora muitas vezes associada á setores de música e teatro, a lei também desempenha um papel importante para o cinema brasileiro, contribuindo com a realização de projetos audiovisuais independentes
- O ÚLTIMO AZUL
O filme de Gabriel Mascaro, ganhador do Urso Prata no festival de Berlim, só foi possível graças a políticas públicas de incentivo, a produção contou com o auxílio da Lei Paulo Gustavo. Implementada em 2022, a lei tem o propósito de socorrer e estimular projetos culturais impactados pela pandemia.
- OESTE OUTRA VEZ
Ambientado no sertão de Goiás, e estrelado por Babu Santana, a produção foi mais uma que contou com o apoio da Lei Paulo Gustavo, que fortaleceu a criação do projeto regional e independente.